Não há dúvida quanto a origem fenícia do alfabeto grego. De acordo com Higounet (2003, p. 87), “a forma primitiva de quase todas as letras gregas, sua ordem e seu nome dão testemunho dessa origem e estão de acordo com a tradição”.
Figura 01: Alfabeto grego clássico
As primeiras inscrições com o alfabeto grego eram feitas da direita para a esquerda. Posteriormente a orientação é invertida: esquerda para direita. O alfabeto grego clássico, século IV, é composto por vinte e quatro letras, sendo elas vogais e consoantes.
Após ser constituída, a escrita começou a se
diversificar. As inscrições gravadas em pedras conservaram por um longo tempo
as formas clássicas. Os papiros, datados do século IV a. C., permanecem fiéis às
formas da escrita lapidar. A partir da era helenística é possível distinguir
três tipos de escritas: a dos manuscritos, que é uma caligrafia: suas formas
não se distanciam do clássico; a escrita de chancelaria onde as letras,
ligeiras e de módulo bem grande, tendem a ultrapassar as linhas horizontais da
escrita, embaixo e em cima; e a escrita dos documentos privados, onde os
caracteres são simplificados para obter rapidez.
Figura 02: Transformações de algumas letras ao longo do tempo e civilizações


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