Os
arameus também adotaram a escrita fenícia para notar a sua língua, desde o
século IX a. C.. As inscrições fenícias eram copiadas nas monumentais inscrições
aramaicas e a escrita cursiva é também derivada da cursiva fenícia. Os mais
preciosos documentos dessa escrita, conforme Higounet (2003, p. 70), “são os
papiros encontrados em Elefantina, perto de Assuan no Egito, onde um rei
estabelecera uma colônia militar de sírios e judeus”.
Figura 01: Um papiro egípcio, datado de 1160 a.C., que se encontra atualmente no Museu Britânico, é o mais longo que se conhece até hoje: mede 44m.
O alfabeto hebraico também proveio da escrita aramaica e se vincula, de certa forma, ao alfabeto fenício por serem, o fenício e o hebraico, dialetos da mesma língua cananeia. Os primeiros documentos marcados por essa escrita remontam ao século II a. C..
Figura 02: alfabeto hebraico
A escrita hebraica possui, entre as suas vinte e duas letras, apenas consoantes e a sua leitura acontece, naturalmente, da direita para a esquerda.


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